A mulher ideal (irreal)

Nestes últimos dias tenho pensado sobre algo em particular… Organizando o casamento, trabalhando, estudando, pesquisando, malhando, cuidando da alimentação, preocupando-me com a saúde, sendo síndica, gerindo o apartamento (supermercado, contas e mais), dirigir e resolver problemas de última hora, etc. concluí algo:

As mulheres tentam ser perfeitas e dar conta de fazer tudo!

Parece-me que não sabemos como dizer “não” e deixar algo dar errado.

Não acho que seja por acaso ou natural, mas que somos criadas de geração em geração para sermos uma “boa mulher”, ou mais que isso, uma “mulher ideal”.

Mas, ser uma “boa mulher” tem exigido (e acumulado!) cada vez mais características positivas!

Se antigamente “ser prendada” era saber cuidar da casa, cozinhar e bordar (e olha que já não devia ser muito fácil, ainda mais por não poder sair de casa desacompanhada), fazer o enxoval e silenciar os conflitos internos, hoje isso não é mais suficiente…

No penúltimo século, ser uma perfeita dona de casa não bastava mais, ser uma mãe perfeita e amorosa passou a ser obrigatório!

Não suficiente, graças a uma vitória do movimento feminista (e ninguém aqui é louca de dizer que não é uma conquista), conseguimos o direito de sair de casa e trabalhar, ganhar nosso próprio dinheiro, ser dona do próprio nariz.

Consequência indesejada: sair para trabalhar fora de casa não diminuiu as outras obrigações e nos deixou vivendo 3 turnos nos nossos dias.

Mas uma mulher responsável por si, auto-suficiente e que saiu do espaço privado e agora está no mercado de trabalho precisa ter uma aparência adequada a essa situação, ser impecável, linda, arrumada, preocupada com a forma, afinal, a aparência é avaliada (claro que para todos os gêneros) como parte do profissional…

Trabalhar é bom, mas crescer na carreira implica em estudar, e estudar muito!!! Assim, com o passar dos anos, as mulheres passaram a ser maioria nas escolas e faculdades; suas notas maravilhosas nem sempre são financeiramente recompensadas, contudo investir nos estudos e na carreira são requisitos para qualquer uma se sentir realizada!

E, obviamente, todas procuram a tampa da sua panela! A pessoa perfeita e maravilhosa que vai estar ao seu lado, conviver com ela, sonhar junto com ela, amá-la sempre e crescerem juntos! Porém, desde o tempo das mulheres de Jane Austen e das princesas da Disney, todas sabem que o príncipe encantado não existe, nem a princesa! Uma relação não ganha o seu “felizes para sempre” por uma “fada madrinha”, e sim por muita compreensão, carinho, atenção, ajuda, algumas briguinhas e, claro, muito amor recíproco. Ou seja, ser uma companheira ideal também dá muito trabalho! =D

Ser perfeita em cada uma dessas “atividades” demandaria muito tempo e nenhuma noite de sono (se bem que boas noites de sono garantem uma pele bonita! o.O) Ou seja, a “boa mulher”, essa “mulher ideal” na verdade é uma “mulher irreal”! Claro que não saberia abrir mão de nenhuma dessas “obrigações”, no entanto tentar ser perfeita em todas essas áreas da vida humana é … inumano!

Então, fico aqui tentando não me dividir em várias mulheres, mas integrar todas essas características em mim, só que o difícil mesmo é descobrir quais delas são as mais importantes para nos fazer feliz!

No momento, o que posso dizer é que tudo vai muito bem, mas claramente nos próximos 4 meses será meu relacionamento que terá centralidade para tentar construir o “casamento de conto de fadas” dos noivos e, a partir daí, o nosso “felizes para sempre”.

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4 pensamentos sobre “A mulher ideal (irreal)

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